“Clark estava olhando para o céu através de uma janela da torre de comando. Ele sentiu que havia algo errado com aquele céu de coloração de caramelo e ele tem essa sensação desde que acordou nessa situação.
Enquanto isso, os outros estavam arrumando os aparelhos da torre para conseguir abrir a saída de uma nave transportadora. Ela já estava pronta para voar e sem perder tempo, foi lançada aos céus. Todos aceitaram serem deixados para trás se a nave saísse do planeta e chamasse ajuda.
— Parece que conseguimos – disse Lucy, aliviada. – Agora é só esperar o resgate.
— Isso se permitirem o resgate – resmungou Michael.
— Mas e quanto ao meu marido? – Perguntou Kelly, preocupada.
— Ele está seguro na nave junto com os outros – disse Elina tentando acalmar Kelly. – Nós podemos tentar chama-lo pelo rádio.
— Deixa comigo – disse Lucy, pegando o rádio e tentando fazê-lo funcionar.
Enquanto isso, Charles percebe que o Clark parecia estar concentrado em algo.
— Ei parceiro – chamou Charles. – Algum problema?
Clark o ignorou por alguns segundos, perdido em seus pensamentos. Quando ele percebeu algo no céu que o deixou completamente surpreso.
— Chamem a nave agora!! – Gritou ele – Diga que eles precisam voltar. Agora!
— Por que tanta pressa? – Disse Elina, assustada.
Clark Ignorou Elina e foi direto até a mesa de comando onde estava o rádio. Parece que ele estava muito sério.
— Como eu não percebi isso? – Perguntou ele para si mesmo.
— Calma Clark – pediu Michael. – Do que você está falando?
— Apenas me dê o rádio, por favor!
— Aqui, já está chamando – disse Lucy entregando o comunicador para Clark.
— Obrigado.
Quando a chamada foi atendida, Clark imediatamente pediu alguma resposta e por algum motivo a chamada estava com uma conexão ruim, cheio de interferência.
— Aqui é….nav….Transportadora…. – Disse o piloto pelo rádio, que estava com muita interferência.
— Piloto, escute com muita atenção. Voltem imediatamente! Repito: Voltem imediatamente!
— Não…cons….entender…repita a…. – Respondeu o piloto em meio a interferência.
— Voltem agora!
— …Voltar? ….Por quê?
Clark suspirou, ele parecia que não queria explicar.
— O céu é falso! – Afirmou ele e todos começaram a estranhar o que ele disse. – Repito: O céu é falso!
Os outros se perguntaram o que ele quis dizer com isso. Charles e Elina olharam a nave pela janela e parecia que a nave já tinha passado da atmosfera.
— O céu…. parec…limpo – o piloto respondeu.
– Não…se preocupe…nos—-
Todos escutaram um barulho e o rádio ficou em silencio. Elina gritou na mesma hora. Quando o resto do grupo olhou pela janela, a nave estava caindo.
— A nave colidiu com nada – reportou Charles, assustado.
— Errado, a nave colidiu com o próprio céu – Clark corrigiu, depois ele abaixou a cabeça e ficou decepcionado com si mesmo. – Como eu pude ser tão burro, era muito obvio! A temperatura, o vento, as plantas, tudo ficou perfeito demais de um dia pro outro. O planeta ficou de um jeito em que a criação de vida do planeta ficasse 10 vezes mais rápido. Seja lá o que aconteceu aqui transformou o planeta em um tipo de estufa controlável.
— Pe-pe-perai – gaguejou Lucy – Você acabou de dizer que Marte virou uma…
— Estufa planetária – Elina completou – Marte virou algum tipo de estufa e nós estamos presos nela.
— Me desculpe Kelly – Clark se desculpou – Se eu tivesse percebido antes, todos daquela nave estariam vivos, inclusive o seu marido.
Kelly estava coberta de lagrimas e não conseguia dizer uma palavra. Tudo foi tão rápido que ela não consegue pensar em outra coisa além de chorar. Elina tentou conforta-la e falou com o Clark logo depois.
— Não se culpe Clak.
— A dama gênio tem razão – disse Charles se apoiando no amigo. – Como você ia descobrir esse tipo de coisa à tempo?
— Podemos descansar aqui por um tempo – sugeriu Michael – Vamos processar isso, nos acalmar e continuarmos depois.
O grupo concordou e ao mesmo tempo eles sentiram um tremor e outro barulho de explosão. A nave tinha caído na superfície de marte. “
Nenhum comentário:
Postar um comentário